quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Manhã fria e chuvosa á um silêncio no lugar o som presente só dos passarinhos,estou aqui sentada e aproveitando este dia estou queimando o resto de lenha no fogão á lenha,que é sempre acolhedor ficar pertinho dele,e olhando através da janela,me veio a lembrança de lá da vila onde nasci e cresci,lembrei de uma senhorinha,pequenina em tamanho mais de uma grandeza de espirito,sempre costumava á passar em frente a sua casa um chalé pequenino e charmoso,com um enorme jardim na frente sempre cheio de flores e vc passava sentia o perfume delas,e na maioria das vezes ela estava cuidando dele com um certo zelo,eu confesso que achava aquilo estranho,e me perguntava o por que daquilo,então um dia passando com a minha mãe,ela nos convidou á entrar,passamos pelo jardim da frente e entramos em um corredor cheio de vasos com muitas folhagens e adentramos em uma enorme varanda com um fogão á lenha e diversos tipos de ervas penduradas para á secagem,balcões antigos gastos pelo tempo,cheio de vidros com conservas de todos os tipos e passando por este anexo,tinha outro jardim mais lindo do que o primeiro,e ali ela contava á história de cada muda que cultivava e de cada amigo de quem ganhou,e minha mãe ganhou várias mudas para levar para casa,confesso que achei estranho tudo aquilo era muito nova para entender o valor daquele tesouro em que ela o cuidava com tanta dedicação,e hoje mais velha e olhando tudo em volta começo é entender que na vida tudo requer cuidado e dedicação acho que ela não podia estar com todos ali presentes,mais cada dia em que ela ia de flor em flor trouxesse as pessoas de volta e sua memórias,e hoje me pego fazendo o mesmo,é nada como o tempo para nos mostrar a vida e ver que ela pode ser complicada ou podemos passear nos jardins da vida,e que devemos compartilhar cada muda que cresce neste jardim,para que ela se multiplique e habite no jardim de cada um de nós,a flor do amor.


        Hoje é um dia ideal para as artes culinárias as crianças adoram.....comer.






            Finais de tardes do inverno.




Ninguém caminha sem aprender a caminhar, sem aprender a fazer o caminho caminhando, refazendo e retocando o sonho pelo qual se pôs a caminhar.
Paulo Freire

Nenhum comentário:

Postar um comentário